Notas aleatórias

Isso é um texto antigo que eu achei aqui, de uma noite sem sono.

O sal e a areia parecem clarear os pensamentos como água decantada, purificando e tornando-se mais transparente. É um processo de racionalização no qual você se insere numa espécie de sotão, sem que ninguém saiba. É uma sala de espera sem revista, nem música. Como se eu vivesse numa espécie de limbo. Nem sonho, nem pesadelo, mas um daqueles sonhos psicodélicos, estranhos, sem tempo cronológico, onde no lugar do seu chapéu há uma xícara de chá.

Você pode até se perguntar se é uma piada, mas também pode ser perturbador. Uma certa estranheza comumente causada pelas coisas fora do rumo natural, fora de lugar.

O mais engraçado é que em posição de observador nos tornamos mais egoístas. Sempre interferimos o julgamento com nossas próprias idéias e valores, apenas para nos surpreender depois.

Surpresas são frágeis, logo deixam de ser novidade. Porquê não um clichê?! “O que vem fácil, vai fácil”…   e um dia a gente cansa

Roberta Amaral Damasceno

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